terça-feira, 7 de junho de 2011

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Redes sociais: ter ou não te-las?





O Brasil é o país com maior número de internautas nas redes sociais, levando em consideração o número de usuários da internet, de todo o mundo, de acordo com o estudo da consultoria Nielsen em mais de 10 países. Aproximadamente 86% dos indivíduos que usam a web participa ativamente de alguma rede social. Mas será que esse convívio diário entre milhares de pessoas de diferentes lugares, sotaques, etnias e pensamentos é sadio? Será que os problemas de preconceito e violência acontecidos recentemente no país têm alguma relação com esse uso abusivo da internet? Na minha opinião não.
Acredito que o poder das redes sociais está mais ligado a reverberação de assuntos que possam interessar grande parte da população. Um tema abordado no microblog twitter (www.twitter.com) poder ser lido por milhões de pessoas em tempo real e debatido por esse mesmo número de pessoas de uma forma democrática. A única forma já vista de uso imbecil das redes sociais foi através da “marcação” de brigas entre torcidas uniformizadas de times de futebol, gerando mais violência. Mas esses são casos esporádicos e cada vez mais raros.
O mais grave problema encontrado nas redes sociais é a questão do preconceito racial, sexual e regional. Já tivemos casos de processos judiciais devido à fala preconceituosa de indivíduos digitando impropérios contra nordestinos, gays, negros, obesos, dentre outros, que acabaram tendo grande repercussão nas redes sociais, saindo do mundo virtual chegando até a grande mídia. O primeiro caso que chamou atenção sobre o problema do preconceito nas mídias sociais foi à época da eleição presidencial, quando uma estudante de direito de São Paulo, Mayara Petruso, denegriu a imagem dos nordestinos e clamando até pela morte dos mesmos, através do twitter, por ela imputar aos brasileiros desta região a vitória da candidata Dilma Rousseff. O movimento contra esse ato foi tão forte, que além de um processo movido pela Ordem dos Advogados do Brasil da sucursal do Ceará, ela foi demitida do estágio que fazia num dos melhores escritórios de advocacia de São Paulo. São fatos que acontecem no mundo virtual, não chegando às vias de fato, mas que mancham um pouco, o uso das redes sociais no Brasil.
As redes sociais mais conhecidas no país como Orkut, Twitter, Facebook, Sônico, Linkedin, tem em seu perfil, a maioria de usuários jovens, buscando interação e conhecimento com outras culturas, e serve como porta de entrada, através de um lado mais divertido, no mundo da informática. Através das redes sociais que o jovem usuário conhece os benefícios de usar um computador e deixar de lado a visão de ser apenas para games, diversão ou mesmo, para dar opiniões polêmicas a esmo sobre determinados assuntos.
No atual momento de crescimento econômico do país e cada vez mais pessoas acessando a internet, problemas sempre ocorrerão, pois a web não tem legislação própria no Brasil e por ser um terreno que se tem uma idéia de democracia, que na verdade, alguns confundem com libertinagem. Mas a internet não é terra de ninguém, e alguns usuários que queiram disseminar pensamentos racistas ou de apologia à violência não são tolerados e já começam a serem tolhidos desses atos, via justiça. Que assim seja, pois a internet de um espaço interessante de pesquisa e informação, não pode se tornar um mero meio de alastrar o caos ou ideais retrógrados para a sociedade. Usem sem moderação, mas com inteligência.

Esse mundo ainda tem conserto?


Imagine você, na hora do rush, com seu carro numa das avenidas mais movimentadas de uma cidade de médio porte, mas com excessivo número de veículos, ouvindo sua música preferida e a caminho de uma prova na Universidade em que estuda. Agora, veja a cena: esse carro pára no meio dessa avenida que tem três faixas, e você fica lá, atônito, parado na faixa do meio. Ouve-se de tudo num momento desses, coisas nada agradáveis. Xingamentos, buzinaço e o seu nervoso apenas aumenta, porque você sabe que tem que retirar o carro da avenida, pois os agentes de trânsito estão bem próximos, loucos para multar o primeiro motorista incauto da noite. Esse era eu.
E o desespero chega, quando nenhum motorista que passa na faixa da direita, deixa eu manobrar o carro (desligado, é claro, ou seja, empurrando) para o acostamento. Quando do nada, aparece alguém, um homem, um anjo. Uma pessoa com o uniforme da empresa em que trabalha, que pela forma com que se apresentou, tinha ralado o dia todo, mas estava ali, disposta a ajudar um desconhecido. No caso, eu. Alívio.
Eu e ele, juntos, conseguimos colocar o carro no acostamento, quando do nada, mais dois anjos aparecem, de moto. Estranhos para mim, mas com uma gratidão no coração maior que o mundo, perguntam se eu preciso de ajuda para empurrar o carro, digo que sim. Os dois descem. Lembrem-se, é a hora do rush, correria, todos querendo ir para casa ou faculdade, e três pessoas pararam seus destinos para ajudar um estranho. Alguém desesperado. Acho que dava para ver pela minha aparência, provavelmente pálida de uma mistura de tristeza e vergonha pelo carro ter parado assim,do nada.
Com muito empenho dos três empurrando o carro, e do primeiro anjo da noite, fazendo o carro “queimar na segunda” (é, esse motorista de anos de volante que vos escreve, não sabe fazer isso, ridículo, pode falar). Os dois da moto se despedem felizes com o carro funcionando direito. Eu mais ainda, e ainda por cima, agradecido. E lá se foram os dois para seus destinos noturnos. O primeiro a me ajudar, ainda me aconselha a não deixar mais isso acontecer e me ensina como fazer o carro funcionar nessas situações. Eu, morto de vergonha, ofereço meu dinheiro, o pouco que tenho, àquele homem, ele ri, se recusa a receber e vai embora. Eu pego meu carro e vou para faculdade, pensando em muitas coisas vistas e vividas no dia de hoje.
Nesse Dia do Jornalista, 07 de Abril, um suicida invadiu uma escola em Realengo no Rio de Janeiro e matou 12 inocentes crianças e  outras 11 permanecem internadas nos hospitais daquela cidade, deixando perplexo o mundo e nos fazendo acreditar que o ser humano não tem mais jeito, que tudo está perdido. Mas aqueles três homens que me ajudaram no começo dessa noite, me fizeram ter a certeza que nem tudo está perdido, e que pessoas com boas intenções e que agem no momento certo, ainda existem por aí. E sim, acredito que o mundo ainda tem conserto.
P.S.: Excepcionalmente Manuela Cal cedeu o espaço de hoje para que eu pudesse lhes contar essa pequena história da vida real.

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